terça-feira, dezembro 20, 2011
Jogo da Vida

Nós entramos no jogo
Sem saber quanto tempo temos
As vezes entramos ganhando
Outras perdendo
Não sabemos as armas que usaremos
Nem os inimigos que enfrentaremos
E então perdidos a nós mesmos combatemos
E o jogo prossegue
Sem intervalo, sem descanso,
Sem placar e sem torcida
O juiz é comprado e o técnico
Abandonou a partida
E você está só
Consigo mesmo
Neste jogo da vida
A morte é a vitória
Com direito a flores e caixão
Sem fama, sem glórias,
Sem perdão.
No final você é sempre o vitorioso
A sete palmos do chão.
Agora jaz deitado
E o jogo acabou
Esta é a sua recompensa
Mas você nem sabe se ganhou.
Que merda !
Nilo do Anjos
Só você que não
Você merece João
Saiu de casa às quatro da manhã pra trabalhar na construção
Você merece João, chegou em casa as 10 da noite depois de 3 horas
no lotação.
Você merece João
ganhar um salário mínimo que disseram ser a sua salvação
pagar a escola, saúde, lazer e ainda sobrar pra alimentação. haha!
Mas você merece João
o mundo é uma maravilha
você trabalha 10 horas por dia pra enriquecer mais um ladrão
Você merece
O Brasil é uma festa
Tá todo mundo se divertindo
Só você que não.
Nilo dos Anjos
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Sucessivos erros.
Como xiita numa guerra santa
Tentando impor a sua crença
Eu quis lhe impor o que eu sentia
Como jornalista em busca da verdade
Brigando por audiência sem qualidade
Sua privacidade eu invadia
Como um soldado que durante guerra
Reza pela paz na face da terra
Eu disparei o primeiro tiro
Como político depois de eleito
Que foge do povo a qualquer preço
Não cumpri o que prometi
Você declarou estado de sítio...
Perdi meus direitos de cidadão
Senti ciúmes sem razão
Disse sim quando era pra dizer não
Confessei minha traição
E como um advogado diante do júri
Mentindo para absorver o réu
Protestando a acusação
Representando um papel
Pra não te perder
Te enganei
Postado por
Desordem
às
8:42 AM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Erros
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Beleza rara
Beleza rara
Metade cara de uma outra vulgar
Metade solução de um outro problema
Das duas a única que vale a pena
Quero agora suas asas cortar
Pois sou invejoso
Não vou te negar
Por causa da outra beleza vulgar
Fui contaminado sem ter como curar
Por isso lhe prendo pra te admirar
Em uma gaiola em cima de um altar
Mereço um castigo por não compartilhar
A sua beleza para outros olhar
Mas não tenho medo de alguém me matar
O que mais me apavora é cego ficar
Beleza rara... Vou sempre velar
Eu que lhe prendo quero me libertar
De seu cândido encanto furtivo ao olhar
Desses olhares vulgares que não vem da alma
Estou cego de tanto vê-la
E acabo de me curar.
® Nilo dos Anjos 19/02/02
Metade cara de uma outra vulgar
Metade solução de um outro problema
Das duas a única que vale a pena
Quero agora suas asas cortar
Pois sou invejoso
Não vou te negar
Por causa da outra beleza vulgar
Fui contaminado sem ter como curar
Por isso lhe prendo pra te admirar
Em uma gaiola em cima de um altar
Mereço um castigo por não compartilhar
A sua beleza para outros olhar
Mas não tenho medo de alguém me matar
O que mais me apavora é cego ficar
Beleza rara... Vou sempre velar
Eu que lhe prendo quero me libertar
De seu cândido encanto furtivo ao olhar
Desses olhares vulgares que não vem da alma
Estou cego de tanto vê-la
E acabo de me curar.
® Nilo dos Anjos 19/02/02
Postado por
Desordem
às
2:52 PM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
beleza rara,
vulgar
Beleza
A beleza entra em choque
Com sua falta de destreza
Em lidar com seres de outra natureza.
Por estar sentada tal qual alteza
Em seu trono ilibado sem realeza,
Vai cavando sua cova
Sem se preocupar a sua volta
Como uma rainha morta
Sobre a fria mesa.
Esbraveja com soberba
Que ataca aos ouvidos
Daqueles que por serem diferentes, aos seus olhos,
De seu mundo são banidos.
Com irônicos risos,
Como se fosse preciso,
Arranca os olhos da alma
E não enxerga mais nada
Além do espelho...
Morrerás como narciso!
Com sua falta de destreza
Em lidar com seres de outra natureza.
Por estar sentada tal qual alteza
Em seu trono ilibado sem realeza,
Vai cavando sua cova
Sem se preocupar a sua volta
Como uma rainha morta
Sobre a fria mesa.
Esbraveja com soberba
Que ataca aos ouvidos
Daqueles que por serem diferentes, aos seus olhos,
De seu mundo são banidos.
Com irônicos risos,
Como se fosse preciso,
Arranca os olhos da alma
E não enxerga mais nada
Além do espelho...
Morrerás como narciso!
quinta-feira, dezembro 08, 2011
A MULHER DO METRÔ
Ela quase não tem bunda,
Mas é desbundante.
Não tem peito grande,
Mas não se deixa despeitar.
Ela não tem charme,
Mas é impossível não notá-la
E todos se calam quando ela fala.
Com seu passo miúdo, ela segue adiante. E não tem medo de sentir-se triunfante.
Destas que sabe o que quer sem ser arrogante
Tem poucos amigos, mas muito importantes.
Já leu Dom Quixote de Miguel de Cervantes
E na divina comédia, ela é o inferno de Dante.
Seu nome eu não sei, mas juro que pediria
No momento certo em outro dia.
Dizem que ela tem fama de só transar com quem ama
E todos desejam leva-la pra cama.
Ela foi embora e nem olhou pra trás.
Desceu na estação de Santana. Satanás !
A mulher do metrô que fez fama.
Amanhã ela volta, mas pra minha revolta
Parece aguardar alguém... que por seu nome lhe chama.
Nilo dos Anjos
Assinar:
Postagens (Atom)





