quarta-feira, outubro 19, 2011
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quarta-feira, setembro 07, 2011
Quarta-feira
Quarta-feira
(poesia)
Entro
no shopping e ouço da voz metálica fria,
bom dia!...
Lá dentro uma luz irradia com tenaz energia, destacando pessoas, coisas, espaços, feito magia...
bom dia!...
Lá dentro uma luz irradia com tenaz energia, destacando pessoas, coisas, espaços, feito magia...
Tão artificial quanto o sorriso
do caixa eletrônico que cuspia dinheiro
aos olhos das lentes vigias.
Monocromáticas ciclopes, eu diria.
do caixa eletrônico que cuspia dinheiro
aos olhos das lentes vigias.
Monocromáticas ciclopes, eu diria.
O
que eu queria ?
Enganar-me
que me divertia.
E por ironia, nas salas geladas, artificialmente climatizadas, assistia
imagens projetadas vazias... via gente que fingia
via dor que não doía, sorriso que não sorria...cinema.
E por ironia, nas salas geladas, artificialmente climatizadas, assistia
imagens projetadas vazias... via gente que fingia
via dor que não doía, sorriso que não sorria...cinema.
Tão
frustrante quanto a realidade da qual copia.
Tão
estéril quanto este poema que compus neste dia.
Veio-me a mente o seu sorriso.
Nilo dos Anjos
Veio-me a mente o seu sorriso.
Nilo dos Anjos
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Desordem
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sexta-feira, julho 29, 2011
quarta-feira, maio 18, 2011
O Beijo
Vou lhe dizer o que houve em meu sonho.
Você vai ouvir, mas não vai escutar.
Vou abrir levemente a minha boca.
Mas nem palavras nem sons irei evocar.
Vou sorver fluidos de sua boca,
Vou lamber teus lábios te beijar.
E saberás sem ouvir de minha boca,
As palavras de meu sonho que me atrevo agora contar.
Nilo dos Anjos
O preço
Pobres árvores imóveis...
Trocaram a liberdade
Por uma vida longa.
E o vento que corre o mundo
E que as faz balançar
Despencando suas sementes...
Ganhou a liberdade,
Mas quem pode vê-lo ou toca-lo?
Pobre homem...
Que não tem vida longa como as árvores
E pensa que é livre como o vento.
Ganhou inteligência e sensibilidade
E em troca...
Vive em sofrimento...
Nilo dos Anjos
segunda-feira, maio 09, 2011
Quando eu crescer
Quando eu crescer, quero ser como uma criança que olha o mundo pela primeira vez.
Sem medo, sem pudor, sem lembranças, curioso,
encantado...ser pura estupidez ....(leia tudo)
sexta-feira, março 18, 2011
Pobres da periferia ou Poema aos excluídos
Das mazelas dos miseráveis, sou o pus.
Sou a carne podre que resta aos urubus.
Sou aquele ignorado que não pega ônibus,
não compro em Hiper,
não vou a Super,
não uso cartão mega plus.
Ando pelos cantos como rato...como! os ratos.
Durmo no mato, nas calçadas, nas ruas.
Sobrevivo das migalhas tuas.
Visto roupas sujas.
Caminho pelas trevas e
vejo almas penadas vivas
de suas doenças travestidas,
em corpos nus.
Sou mais um entre uns.
Nilo dos Anjos
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